Esta 3ª Meia Maratona da Bahia,
foi uma corrida onde, com ajuda de Deus, superei meus limites. Muitos limites,
resistência, tempo, calor e principalmente, uma lesão no joelho direito, que me
angustiou durante a semana que antecedeu a prova.
Esta lesão aconteceu um mês
antes, em um treino na orla, onde eu e minha esposa Cláudia Paim, fizemos o
percurso do Aeroclube até o Porto da Barra. Devido aos desvios dos buracos,
sobe e desce no meio fio, acabou sobrecarregando o joelho e provocando a lesão.
Comecei logo o tratamento com gelo, 3 a 4 vezes ao dia, torcendo para ficar bom
logo. Uma semana de tratamento fiz a “Corrida 2 de Julho”, e não senti nada.
Fiquei empolgado, então fui treinar novamente na orla da Pituba, e após 40
minutos de treino, por azar, senti novamente o joelho. E desta vez até andando incomodava.
Voltei novamente ao tratamento com gelo, e na academia só fazia aeróbico no
elíptico e na bicicleta, para não perder o condicionamento. Na quarta antes da
meia maratona, já um pouco frustrado pela possibilidade de não correr, procurei
uma fisioterapeuta, Mirelli Puttini, que gentilmente abriu as portas de sua
clínica e junto com a fisioterapeuta Priscila fez um tratamento intensivo de
quarta a sexta. No sábado, fiquei de molho, descansando e colocando gelo no
local. A tarde fui a missa, fiz um pedido a Deus para que me abençoasse e que
durante o percurso da prova não sentisse a lesão. E graças ao Senhor, acabei
alcançando esta graça.No dia da prova, coloquei no local da lesão, vários adesivos salonpas em toda sua extensão, e por cima, coloquei um tensor. Chegando no local, peguei meu chip e comecei meu processo de aquecimento e preparação para a corrida. Depois, eu e minha esposa nos encaminhamos para a largada, e lá me concentrei e continuei pedindo a Deus que me desse forças para cumprir a prova. Tinha programado correr em um ritmo mais leve, mas na hora resolvi ir em um ritmo mais forte, pois se eu tivesse que parar, pretendia terminar andando, e o tempo era um fator muito importante.
E impus um ritmo forte na prova e acabei deixando minha esposa para trás, e segui com a minha nova estratégia. A cada quilometro agradecia a Deus, e continuava no meu esforço de superação. A cada ponto de hidratação, tomava água e jogava um pouco no corpo para amenizar o calor. Cada vez que o joelho dava uma pontada, e avisava estou aqui, lá vinha mais uma prece para terminar a prova. E enfim, depois de 1 hora e 41 minutos, cheguei a minha meta, completei os 21 quilômetros, com a graça de Deus. Ao chegar agradeci ao todo poderoso por me ajudar nesta superação.
Além de transpor vários limites,
colocados acima, obtive um record pessoal, pois diminui em 8 minutos o meu
tempo, feito na Meia do ano anterior.
Agora vou continuar trabalhando
meu condicionamento, mas darei um tempinho nas corridas de rua. Já consultei um
ortopedista, e vou tratar esta lesão. Quero correr ainda várias provas, superar
outros limites e alcançar mais graças.



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